A beringela destaca-se pelas cores fortes da casca lustrosa que vão desde o vermelho escuro ao roxo, algumas com pequenos laivos esverdeados. A cor da sua casca está relacionada com a presença de diferentes carotenóides, responsáveis pelas diferentes colorações. A sua polpa é macia e possui uma textura esponjosa.

Tem um sabor relativamente neutro, o que a torna muito versátil, sendo usada com frequência para equilibrar sabores e conferir textura a algumas receitas.

Propriedades

A beringela é um alimento de baixo valor energético, apresentando apenas 21 kcal por 100 g. Com baixo teor em gordura (0,1 g/100 g) é, maioritariamente, constituída por água (92,5%).

variedades de beringela de outras cores, como laranja, amarelo e branco. A cor da variedade roxa deve-se à presença de antocianina na casca, que tem propriedades antioxidantes.

Como guardar

Na altura de adquirir as beringelas no seu Pingo Doce, prefira comprar pouca quantidade e consuma-as rapidamente, já que tendem a deteriorar-se facilmente.

Pode guardar as beringelas num sítio fresco e seco. Também não são amigas do frigorífico, onde amolecem rapidamente e podem ficar escuras no interior, e devem ficar longe das frutas para não amadurecerem mais rapidamente. Pode congelá-las para usar mais tarde, idealmente cortando-as em rodelas ou cubos e escaldando-as em água fervente antes de congelar.

Como preparar e cozinhar

A beringela é um verdadeiro aliado da Dieta Mediterrânica, podendo ser consumida frita, assada, estufada, cozida ou grelhada. Junho e Outubro são os meses em que mais se produz beringela, mas hoje pode consumir beringelas ao longo de todo o ano, como parte de uma dieta equilibrada. Casca, polpa e sementes, tudo é comestível na beringela.

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Depois de cortada ou descascada, a polpa escurece rapidamente, por isso cozinhe-a rapidamente ou então deixe-a de molho num recipiente com água e sumo de limão

É um óptimo complemento de pratos com mais gordura porque a sua polpa acaba por absorver parte das gorduras e dos molhos, como neste cabrito grelhado com mel. Se a confeccionar ao vapor ou grelhada e temperar com sal, a polpa torna-se mais rija e menos “absorvente”. Grelhe-a em fatias e sirva num hambúrguer de Angus com queijo da Serra.

Uma das formas mais emblemáticas de cozinhar beringelas é cortá-las ao meio e recheá-las, por exemplo, com carne moída e arroz cozido, levando depois ao forno a assar; ou então numa versão vegetariana: beringelas recheadas.

Origem

A beringela veio de longe, do Sudoeste Asiático e da região que em tempos se chamou Birmânia (hoje Myanmar). Foi levada para o Mediterrânico pela mão dos comerciantes do Médio Oriente no início da Idade Média e no século XII os mouros introduziram-na em Espanha. Daí até se espalhar pelo resto da Europa foi um instante.

Foram os exploradores portugueses e espanhóis que a levaram para a América mas a sua introdução na alimentação foi muito difícil. É que a beringela, apelidada de “mad apple” (maçã louca) era considerada venenosa e perigosa, capaz de provocar lepra e até loucura. Esta crença antiga baseia-se no facto de a beringela pertencer à família das solanaceae, a mesma a que pertence a beladona, uma planta tóxica. A China é o país que detém a maioria do cultivo de beringela, com Itália, Turquia, Egipto e Japão logo atrás.

Lá fora

Na Índia, a beringela é chamada de “rei dos vegetais” e está presente em muitos de pratos tradicionais, como o caril de beringela. O ratatouille francês, que mistura legumes salteados em azeite, ervas e alho, e a parmiggiana italiana, que empilha camadas de beringela com molho de tomate e queijo parmesão ou mozzarela, não passam sem ela, assim como a moussaka grega que alterna camadas de beringelas grelhadas com carne moída, molho de tomate e batatas gratinadas.

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