A origem

O merengue terá sido criado na Suíça, na cidade de Meiringen (daí o nome), pelo chefe-pasteleiro Gasparini. O chefe, para não desperdiçar claras de ovos, decidiu batê-las em castelo com açúcar. Depois, dividiu-as em pequenas e cremosas pirâmides, levando-as ao forno até ficarem estaladiças. E assim nasceu o merengue, doce que os portugueses carinhosamente chamam de suspiros (ou beijinhos, quando são mais pequenos).

Mais tarde, numa visita oficial de Napoleão à cidade suiça, Gasparini serviu-lhe os suspiros, juntamente com um pouco de natas batidas. O auto-proclamado imperador francês terá adorado, decidindo baptizar os bolinhos com o nome da cidade: Meiringen. Em francês e inglês escreve-se meringue, uma derivação do nome original.

Durante quase dois séculos, a tradição culinária defendia que as claras em castelo para o merengue deveriam ser batidas apenas em taças de cobre. Só assim ficariam perfeitas, já que o cobre ajudava a que as claras atingissem de forma rápida e sem qualquer defeito o ponto de absoluta leveza, contrastando com os resultados de taças de outros materiais.

Gradualmente, os utensílios de cobre foram sendo substituídos por outros materiais, como plástico, vidro e, finalmente, aço inoxidável. Hoje, apenas os livros de culinária mais sofisticados defendem o uso da taça de cobre para fazer merengue.

Como fazer merengue francês

Existem três tipos de merengue: o francês, cuja técnica lhe mostramos neste vídeo (e que tem sempre que ir ao forno, uma vez que as claras estão cruas); o suíço, que cozinha as claras em banho-maria e que é muito utilizado para fazer bolachas ou bolos com camadas de merengue; e o italiano, cuja técnica passa por juntar às claras, lentamente e sem parar de bater, um xarope quente de açúcar. O merengue italiano é o mais estável e ideal para cobrir tartes e bolos.