Paulo Brito

Paulo Brito

Produtor de borrego

O Borrego Pingo Doce é pequeno no tamanho, delicado na cor, delicioso ao paladar e com maciez da carne. Proveniente da Beira Baixa, o seu consumo é feito todo o ano, mas é na Páscoa, no Natal e no São João que o Borrego assume maior protagonismo à mesa, sendo poucos nestas épocas os seus rivais.

Herança ancestral

O gosto especial desta carne, tão apreciada pelos portugueses, deve-se às raças autóctones das quais provém, ao microclima das terras onde são criados os animais e à riqueza dos pastos naturais onde passam os dias, na companhia das mães nas primeiras semanas de vida. São estes os requisitos para a carne de excelência inigualável por que se caracterizam, sobretudo os borregos de leite, de carne rosada, muito tenra e pouco gorda, cuja alimentação é feita exclusivamente de leite materno até ao abate.

Para o sabor distinto, também bastante apreciado, dos borregos de pasto contribui ainda a alimentação posterior ao desmame, feita exclusivamente com palha de cevada e cereais. Após o nascimento, os borregos de pasto ficam junto das mães até aos 35 a 45 dias de idade, aproximadamente, altura em que são transferidos para um centro de engorda, sendo classificados à chegada e engordados com uma alimentação à base de cereais, adequada a cada fase da vida do borrego.

Esta é, aliás, uma das razões para que a propriedade de Paulo Brito, fornecedor das lojas Pingo Doce, com uma área aproximada de 100 hectares, se encontre toda parqueada e semeada com culturas especificamente indicadas para fornecer o melhor tipo de alimentação: obtêm-se assim as melhores condições para que o produto final, isto é, a carne, possua a maior qualidade possível.

borrego nacional

Produção de sucesso

Mas se a alimentação e os cuidados tidos com os animais logo após o nascimento são essenciais para oferecer aos consumidores uma carne inigualável, o abate é outro dos factores determinantes e que não pode ser descurado. Para se obter uma carne jovem, muito tenra, com um óptimo estado de gordura, saborosa e muito saudável, os animais são abatidos aproximadamente aos 45 dias, no que se refere aos borregos de leite, e por volta dos 90 dias, para os borregos de pasto.

Da propriedade deste fornecedor saem anualmente perto de 50 mil animais, entre borregos de leite e borregos de pasto, das raças Bordaleira da Beira Baixa, Merino e cruzados – as raças carniças desta região – , que constituem o ingrediente principal de muitos pratos tradicionais, como o borrego assado à padeiro (assado no forno com batatas a murro e esparregado). Ou, melhor ainda, segundo Paulo Brito, assado na brasa só com sal, mais saboroso, por revelar verdadeiramente as excelentes qualidades da carne dos seus animais. A canja de borrego, a caldeirada de borrego e os maranhos, enchidos tradicionais da Beira Baixa, são também um sucesso. A Beira Baixa, refere, além de produzir borregos de carne provenientes de raças carniças da região, é uma grande produtora de leite de ovelha, daí os seus variados tipos de queijos, de paladares excelentes.

Agora que ficou a saber mais sobre o Borrego Pingo Doce, conheça melhor a carne e como cozinhar as diferentes peças. Depois ponha mãos-à-obra e siga as nossas receitas de borrego.

Saiba mais sobre a Páscoa no Guia Especial Pingo Doce que lhe preparámos.