O aipo pertence à família das Umbelíferas, a mesma família da cenoura, da salsa (as folhas da rama do aipo são muito parecidas com as da salsa. No Brasil é conhecido como salsão) e do endro (erva aromática também conhecida como aneto).

Começou por ser cultivado na região mediterrânica do norte de África e sul da Europa há 3 mil anos, no entanto, era oferecido como se fosse uma flor e usado também como coroa de folhas pelos atletas, tal como o louro. Homero, poeta grego, escreveu sobre as propriedades do aipo na sua obra Odisseia.  Era também usado como planta medicinal, principalmente as sementes, para males como constipações,  retenção de líquidos ou artrite. Já os Romanos usavam como forma de tempero.

Os registos da primeira utilização na culinária datam de 1623, em França, onde foi usado apenas como aromatizante, à semelhança do que faziam os romanos. O grande desenvolvimento e consumo do aipo foi feito pelos italianos também no século XVII. Foram eles que conseguiram tirar o sabor amargo do aipo através da forma como o plantavam.

Aipo, o primo da salsa

Se pensa iniciar um plano detox, o aipo pode ser um bom aliado em sumos de frutas e legumes

Características do aipo

O aipo pode e deve ser integralmente consumido. Os seus talos tenros são boa fonte de vitamina A e potássio e as folhas podem substituir a salsa, conferindo um sabor muito aromático em caldos de carne ou peixe.
Pode ser cozinhado ou comido cru, em saladas. Se o juntar ao tomate, fica com uma salada italiana de comer e chorar por mais.

Utilização

Existem três espécies mais conhecidas de aipo: o aipo de rama, o aipo silvestre e o aipo rábano.

O aipo pode ser usado cru em saladas, em sopas, em estufados ou purés. Na Índia até as sementes são aproveitadas, sendo moídas e adicionadas à farinha do pão para dar mais sabor.

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