Bananas e bananeiras

Existem cerca de 100 variedades de bananas. Na verdade, a bananeira não é uma árvore (não estava à espera desta, pois não?), mas uma planta – a maior planta do mundo com tronco de madeira. Cada ramo dá cerca de dez cachos, cada um com 12 bananas. Depois de dar frutos, esse ramo tem de ser cortado, já que não será mais capaz de produzir novas bananas.

As bananas têm de ser apanhadas ainda verdes, uma vez que o amadurecimento se dá fora da planta graças a uma substância, chamada etileno, que é libertada pelo próprio fruto. Nada se desperdiça: a folha da bananeira é muito usada em alguns países para embrulhar comida, para depois ser assada ou cozinhada a vapor.

Escolha sempre as bananas amarelas, se forem para consumir de imediato, e as verdes para consumir mais tarde. Nunca as guarde no frigorífico: ficarão escuras (demasiado maduras) num instante. Mantenha-as à temperatura ambiente.

Benefícios? As bananas são uma óptima fonte de vitamina B6, de potássio e de fibra.

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Um pouco de história…

A banana é um fruto tropical, representando uma parte muito importante da alimentação na maioria dos países dos trópicos. Pensa-se que terá origem na região que é hoje a Índia, onde era consumida muito antes de qualquer outro fruto. Reza a lenda que os gurus indianos se sentavam à sombra da bananeira Musa Sapientum, “a fruta dos homens sábios”, enquanto meditavam.

Apesar de Alexandre o Grande ter descoberto a banana quando invadiu a Índia, por volta de 300 a.C, foram os árabes que as trouxeram para o Mediterrâneo. Os portugueses também tiveram um papel importante na disseminação da banana: foram os nossos navegadores que as levaram para as ilhas Canárias, em 1400. Cristóvão Colombo encarregou-se de as fazer chegar às Caraíbas e México.

Hoje é um dos mais populares frutos do mundo, sendo conhecido não só pelo seu sabor doce, como pela sua versatilidade, tanto por ser fácil de transportar (dada a casca protectora), como por ser fácil de comer (a semente é muito pequena e comestível).

Mais uma curiosidade: segundo o Corão, o livro sagrado muçulmano, é a banana que representa a fruta proibida no paraíso, e não a maçã.

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