Conta uma história com milhares de anos que a abóbora foi, em tempos, um dos principais alimentos da cultura nativa americana, onde tudo era aproveitado, da polpa à casca. A primeira tarte de abóbora terá nascido pelas mãos dos colonos que escavaram uma abóbora, encheram-na de mel, leite e especiarias e a puseram a assar. O resultado foi um delicioso e perfumado manjar que depois foi sendo aperfeiçoado.

Origem da abóbora

Foi nas Américas (Central e do Norte) que a abóbora nasceu, prima do melão e da melancia (família das curcubitáceas), mas como todas as coisas boas, rapidamente se espalhou pelo resto do mundo.

Existem centenas de espécies de abóboras, mas as mais conhecidas contam-se pelos dedos. Menina, Gila (com casca verde e branca, de forma oval e muito usada na pastelaria portuguesa), Butternut (em forma de cabaça), Porqueira (grande, de casca rugosa amarela e verde), Abóbora Muscade de Provence (de formato semelhante à Menina, mas de cor mais alaranjada), entre outras. Entre os grandes produtores de abóbora incluem-se os EUA, México, Índia e China.

Em Portugal, as freguesias da Lourinhã e Atalaia costumam juntar-se para o Festival da Abóbora, com exposições de belos exemplares, dos maiores aos que distinguem os formatos mais originais, com muita animação e gastronomia. O ano passado o festival realizou-se durante o mês de Outubro e Setembro na Atalaia (Lourinhã).

Abóbora, a americana

Experimente torrá-las no forno e juntá-las a qualquer prato para um estaladiço extra

Características e conservação

A abóbora é uma boa fonte de fibra, vitamina A e betacaroteno. Além da polpa, as sementes podem ser consumidas e são uma excelente fonte de fitoesteróis e ricas em ácidos gordos essenciais.

A abóbora aguenta várias semanas (até três meses depois de colhida) desde que fechada, guardada num lugar seco e fresco. Quando for aberta é conveniente ser consumida no próprio dia, senão o melhor é ser congelada.

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